Município e região irão se beneficiar economicamente com adoção de modelos de negócios sustentáveis
Um dos objetivos do “Seminário de Gestão Ambiental: Possibilidades de Negócios”, que será realizado no dia 21 de agosto, em Macaé, é mostrar metodologias de viabilização econômica de projetos, que se definem pela ótica do desenvolvimento sustentável. Promovido pelo Clube Negócios Offshore, em parceria com a Prospect Business Consulting, o evento acontecerá no Travel Inn Du Lac Hotel, a partir das 9h.
Mediante inscrição antecipada, o público-alvo do Seminário – empresários, consultores e profissionais interessados no tema – obterá conhecimento sobre a gestão dos resíduos que, de qualquer tipo e proveniente de qualquer cadeia produtiva, podem ser reaproveitados e transformados em recursos para novos empreendimentos.
“A Gestão Ambiental tem foco econômico, pois você não desenvolve o social e o ambiental sem antes estudar a viabilidade financeira dos projetos. Ainda há um desconhecimento das empresas, que não praticam o desenvolvimento sustentável com esses fins”, explica a palestrante âncora do evento, a advogada e consultora sênior da Prospect, Vera Maria Bini – também Doutora em Gestão Ambiental pela Coppe/UFRJ.
Ainda de acordo com a palestrante, o que falta por parte das empresas, inclusive de Macaé, é a conscientização e o objetivo deste Seminário é trazer o conhecimento e aproximar empresas dos investimentos internacionais para projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). “Uma fonte destes recursos, na qual mantemos uma relação muito próxima, é o Comitê Executivo de Mudanças Climáticas Globais, que é vinculado a ONU e presidido atualmente por José Domingues Gonzalez Miguez”, enfatiza Vera.
Geralmente o tempo de aprovação de um projeto é de um ano e a proposta da consultora é que isto aconteça de 4 a 6 meses, considerando o cenário negativo. O sócio-diretor da Prospect Business Consulting, Sérgio Tavares, lembra também que, após aprovação, o projeto ainda é auditado para verificação do cumprimento das premissas do Comitê. “Por esta metodologia, pode-se financiar projetos que ajudem a neutralizar a poluição, transformando-os assim em investimentos”, avalia Tavares.
Com grande potencial para o desenvolvimento de negócios sustentáveis, a região da Bacia de Campos é vista pela palestrante como um pólo absolutamente concreto para novos investimentos. “Vejo que Macaé pode ser transformado em uma vitrine de negócios”, frisa a consultora Vera.
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