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O futuro está no etanol

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008 tamanho da fonte:diminuir fonteaumentar fonte

Com uma localização privilegiada e potencial para aumento na plantação de cana, Campos pode se tornar um município exportador de biocombustível


Minifúndios são o melhor caminho para levar o Norte Fluminense para o mercado internacional de etanol (álcool), biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar. Hoje, no Norte Fluminense, existem mais de 200 mil hectares de terras ociosas, 100 mil delas só em Campos. Assim, uma política de incentivo à cultura da cana aliada à logística, que reduziria significativamente o custo do transporte do etanol, pode alavancar a produção na região e, conseqüentemente, a economia.

O presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Luiz Eduardo Crespo, acredita que, num primeiro momento, a produção possa ser voltada para o autoconsumo. “Se deixarmos de importar já estaremos caminhando para o desenvolvimento”, disse. Hoje, 30% da área cultivada em Campos produze cana-de-açúcar.

O secretário municipal de Petróleo e Bioenergia de Campos, Renato Barbosa, por sua vez, já pensa na exportação. Ele cita o exemplo da Petrobras, que está negociando com a empresa japonesa Mitsui, interessada no etanol no Brasil. “Se a região, de fato, investir na produção da cana-de-açúcar, existe a possibilidade de sermos inseridos no mercado internacional em razão da logística, afinal, estamos muito mais próximos do Porto do Rio de Janeiro que outros grandes produtores, como Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Nosso álcool teria um custo inferior e, portanto, seria mais atrativo”, diz, acrescentando que o Porto do Açu, quando estiver pronto, também vai ajudar a reduzir os custos.

Quanto à produção de etanol na região, ampliá-la não é apenas uma possibilidade, trata-se de uma necessidade, conforme afirmou o presidente do Sindicato Fluminense dos Produtores de Açúcar e Álcool, Geraldo Coutinho. O quadro apresentado nas últimas moagens não tem sido otimista para o setor, que atualmente opera apenas 60% de sua capacidade por falta de matéria-prima: cana-de-açúcar. “Temos esperança de que programas mais amplos sejam criados para incentivar o cultivo da cana-de-açúcar, para que, assim, possamos pensar em ampliar a produção. Hoje nossa maior dificuldade diz respeito à variabilidade da safra. Este ano, processamos 3,8 toneladas da cana”, conta. 

Quissamã também espera investimentos para reabrir sua única usina, que manteve funcionamento durante 125 anos, mas em 2002 fechou as portas. O mesmo aconteceu com municípios vizinhos, como Carapebus e Conceição de Macabu. Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Geração de Renda de Quissamã, Haroldo Carneiro, o incentivo do poder público no cultivo de cana-de-açúcar pode viabilizar a reabertura de usinas. Hoje, existem em Quissamã pequenas empresas que produzem, em baixa escala, cachaça, açúcar integral e etanol. 

Serviço:    
                                                                                             
Secretaria de Petróleo
(22) 2724-0516
Asflucan
(22) 2723-6300
Sindicato dos Usineiros
(22) 2721-2525

Fonte: Jornal Energia & Negócios - Priscila Tardin

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